Quarta feira da Vigésima Primeira Semana do Tempo Comum. Dia de festa para a Igreja Católica. Celebramos neste dia 27 de agosto, a memória de Santa Mônica (331 d.C-387 d.C.) Mônica foi a mãe de Santo Agostinho. Mulher guerreira, firme na fé, vivendo no dia a dia os valores do Evangelho, enfrentando os momentos mais difíceis da sua vida, depositando sua esperança em Deus. Nasceu em Tagaste, no norte da África (atual Argélia), e viveu durante o século IV. Quando atingiu a juventude, Mônica se casou com Patrício, um homem rude que maltratava e a traía constantemente. Mas, devido ao constante esforço da santa, o seu marido foi finalmente convertido ao cristianismo. Aliás, ele não foi o único. Graças ao seu testemunho de mãe e mulher, converte também o seu filho Agostinho, que durante anos, afastou-se da fé cristã, buscando satisfação em filosofias mundanas e prazeres terrenos, o que causou grande sofrimento a sua mãe.
Todo o esforço da mãe valeu a pena! Uma mãe fervorosa, que de tanto rezar pelo seu filho, alcançou a graça de convertê-lo ao cristianismo, tornando-se um dos grandes homens da história da Igreja, com a sua contribuição filosófica e teológica. Foi canonizada em 13 de maio de 1430 pelo Papa Martinho V. Ela é a padroeira das mães cristãs, esposas e das mulheres em dificuldades conjugais. Sua vida de oração, paciência e fé inabalável continua a inspirar milhões de pessoas ao redor do mundo. Santa Mônica sempre afirmava que, “Não há lugar que esteja longe de Deus!” Esta deve ser também a postura de quem faz a sua trajetória de fé embasada nos princípios do Evangelho. Neste sentido, devemos sempre agir inspirados nas palavras do salmista que assim diz: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e proteção, o poder que me salva!” (Sl 18,2-3)
No dia em que celebramos a páscoa de Santa Mônica, a liturgia nos traz, mais uma vez, a continuidade do diálogo de Jesus com os mestres da Lei e fariseus. No capítulo 23 do Evangelho de Mateus, ele nos apresenta os “sete ais” de Jesus dirigidos de forma veemente às autoridades religiosas da Palestina de seu tempo. Os sete ais foram advertências diretas aos líderes religiosos da época de Jesus, mas eles também servem para nos alertar contra a hipocrisia religiosa hoje. Somos chamados a rever a nossa postura de fé, sem hipocrisia, mas fundamentada numa vivência real e concreta, através das nossas ações de libertação, superando as contradições de uma fé fundamentalista alienada. Como nos alerta o apóstolo Tiago em sua carta: “Você tem a fé, e eu tenho as obras. Pois bem! Mostre-me a sua fé sem as obras, e eu, com as minhas obras, lhe mostrarei a minha fé”. (Tg 2,18)
Como vemos em Mateus 23, Jesus pronuncia sete “ais” referindo-se aos líderes religiosos de seu tempo. Jesus profetiza acerca da conduta da elite religiosa que era marcada pela hipocrisia e pela falsidade de uma vivência de uma fé de aparência. No primeiro dos sete ais, Jesus condena os escribas e fariseus por manterem as pessoas fora do Reino dos céus. (Mt 23,13); no segundo, Jesus condena os líderes por ensinarem aos seus convertidos a mesma hipocrisia que eles próprios praticavam (Mt 23,15); no terceiro, Jesus os chama de “guias cegos” (Mt 23,16-17); no quarto, Jesus denuncia a hipocrisia deles na prática do dízimo (Mt 23,23); no quinto, Jesus os compara a pratos que eram escrupulosamente limpos por fora, mas deixados sujos por dentro (Mt 23,25); no sexto, Jesus os compara a “sepulcros caiados” (Mt 23,27). No sétimo, por fim, se refere a construção de monumentos, decorando os túmulos dos profetas da antiguidade. Esses mesmos profetas que foram mortos pelos próprios ancestrais dos fariseus. (Mt 23,30)
A relação de Jesus com as autoridades religiosas se estremece depois que ele fala duras verdades sobre a conduta deles. A crítica de Jesus é contundente, pois os desmascaram na sua prática cotidiana, à frente das instituições religiosas daquela época. Em outras palavras, o que Jesus quer dizer é que não é possível viver a fé de forma teórica ou como um mero sentimento interior. A religião se faz através de um compromisso que se manifesta concretamente em atos e fatos visíveis. Para tanto, se faz necessário à adesão a Jesus de Nazaré. A fé se traduz no amor, e este se realiza através de atos concretos de amorosidade, fraternidade, misericórdia e compaixão.
As críticas feitas por Jesus aos mestres da Lei, escribas e fariseus, são também direcionadas a cada um de nós nos dias de hoje. Como estamos vivendo a nossa fé? Como traduzimos esta fé no cotidiano, nas relações que vamos estabelecendo entre nós? Em que momento entra na nossa vida os gestos concretos de partilha, de solidariedade, de comunhão e participação na vida sofrida daqueles que necessitam de cuidados? Jesus critica e condena os líderes religiosos que sustentam um sistema fundamentalista hipócrita. Sem falar que eles não consideram o Reino de Deus como dom, nem respeitam a liberdade dos filhos de Deus. O sistema defendido por eles impede de entrar no Reino, pois não leva à conversão, mas à perversão, e destrói o verdadeiro espírito do Evangelho, chegando a matar até mesmo os enviados de Deus. Jesus mostra que a religião formalista e jurídica não é meio de salvação, mas produz uma prática escravizadora, radicalmente oposta àquela que deve ser vivida por aqueles e aquelas que seguem os passos de Jesus.
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