“Haverá sinais”
Sinais de vida

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista.

Iniciamos o tempo do Advento. Na reforma litúrgica houve uma mudança no tempo do Advento.
Antes, esse tempo precioso, estava voltado para o nascimento de Cristo,
como preparação para o Natal. Agora se recuperou o ensinamento sobre a vinda de Cristo no fim dos tempos. Depois se celebra sua vinda na carne, no dia de Natal. No Natal celebramos o mistério da vinda de Cristo entre nós. Nesse tempo inicial de advento, até o dia 16/Dez., celebramos e preparamos sua vinda gloriosa, quando nos virá tomar com Ele, para tomarmos posse do Reino que nos está preparado desde o começo do mundo, como diz Jesus no julgamento final (Mt 25,34). Há os que veem os sinais como ameaçadores. Deus é bondoso. Nós é que somos maus e desejamos que Deus faça os outros pagarem. A maldade está em nós. E não em Deus. Dizemos que, quem tem conta no cartório, tem que se assustar. Para nós que sabemos que somos amados e amamos, a vinda de Cristo ressoa como um grande dom: “Quando essas coisas acontecerem, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lc 25,28). Deus vem para nos levar consigo para
seu Reino de glória. Todas essas coisas terríveis nos convidam a nos alegrar.

São sinais da vida. Quem viveu Jesus em sua vida, não terá o que temer em sua vinda gloriosa. Jesus nos ensina a ler os sinais dos tempos, e deles, tirar a força para viver alegremente o Reino da verdade e da vida, da santidade e da graça, da justiça, do amor e da paz” (Prefácio de Cristo Rei). A profecia de Jeremias anuncia que a semente da justiça vai brotar.

“Iniciamos o tempo do Advento. Na reforma litúrgica houve uma mudança no tempo do Advento. Antes, esse tempo precioso, estava voltado para o nascimento de Cristo, como preparação para o Natal.

Agora se recuperou o ensinamento sobre a vinda de Cristo no fim dos tempos”.

“Nesse tempo inicial de advento, até o dia 16/Dez., celebramos e preparamos sua vinda gloriosa, quando nos virá tomar com Ele, para tomarmos posse do Reino que nos está preparado desde o começo do mundo, como diz Jesus no julgamento final (Mt 25,34)”.

Corações insensíveis

Como viver esse tempo de expectativa? Que não seja aterrorizante, mas seja produtivo. Jesus recomenda que vivamos livres de todo o pecado e cheios dos dons de Deus. Esperar o fim é viver intensamente o bem. Diz Jesus: “Orai a
todo momento a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

A oração deve ser acompanhada de atitudes que nos libertem das fontes do pecado: “Tomais cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida e esse dia não caia de repente sobre vós” (Lc 21,34-35). São tentações que tiram o homem de sua realidade e o deixam ao sabor dos instintos. Como são vícios de difícil superação, despreparam totalmente o homem de pensar que a vida deve ser uma permanente espera do Senhor a qualquer momento. Não se trata de pegar de improviso, mas que a vida, assumida em Cristo, é a melhor maneira de esperar. Não se trata de uma vida inútil, mas frutuosa na caridade. Nosso amor vai ao encontro do amor de Cristo.

Rezamos: “Verdade e amor são os caminhos do Senhor” (Sl 24). Paulo é modelo: “Aprendestes de nós como deveis viver para agradar o Senhor” (1Ts 4,1).

“A vida, assumida em Cristo, é a melhor maneira de esperar. Não se trata de uma vida inútil, mas frutuosa na caridade. Nosso amor vai ao encontro do amor de Cristo. Rezamos: “Verdade e amor são os caminhos do Senhor.”

Mostrai vossos caminhos

O salmo nos leva a rezar com intensidade: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos
caminhos, e fazei-me conhecer vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me
conduza” (Sl 24). “O Senhor Se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a
conhecer sua aliança” (Id). Paulo mostra que esse caminho é o amor: “O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós… numa santidade sem defeito” (1Ts 3,12). Esse é o modo como esperar o Senhor e como manter nossos corações em dia, sem insensibilidade. Assim, poderemos orar a todo o momento. Tudo o que pensamos sobre a vida cristã, termina sempre no amor.

Leituras: Jeremias 33,14-16; Salmo 24; 1 Tessalonicenses 3,12-4,2; Lucas 21,25-28.34-36

“O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós… numa santidade sem defeito” (1Ts 3,12)

Ficha nº 2126 – Homilia do 1º Domingo do Advento (28.11.21)
1. A nós que sabemos que somos amados, a vinda de Cristo ressoa como grande dom.
2. São tentações que tiram o homem de sua realidade e o deixam ao sabor dos
instintos.
3. Tudo o que pensamos sobre a vida cristã, termina sempre no amor.

Sai debaixo

Quando vemos algum voo rasante, temos a sensação de ter que abaixar a
cabeça.

Ouvindo as palavras dos Evangelhos sobre o fim, temos a sensação que
vai ser um pandemônio.

Vai voar tudo pelos ares. Não é essa a mentalidade de Jesus. Era uma linguagem do tempo para assustar.

Por isso, ter medo da vinda de Jesus é condenar tudo o que fez, pois vem para retribuir, mais ainda, manifestar seu amor maior que quer todos com Ele.
Não precisa abaixar, pois vem para nos elevar.